Intimidade conjugal. A chama que mantém aceso o relacionamento feliz

Intimidade conjugal em plenitude
A intimidade conjugal em toda a sua magnitude

Intimidade conjugal é uma construção, que evolui a partir da união, do encontro e da descoberta entre os indivíduos, que nunca são exatamente iguais e a constatação de suas diferenças, costuma acontecer todos os dias, conforme a relação se desenvolve.

Intimidade conjugal é a soma de duas intimidades na construção de uma só, única e uníssona, que é alimentada pela energia de seus personagens, afinal agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada “varoa”, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o homem a seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gênesis 2:23,24).

É quando surgem as constatações sobre as particularidades de cada um, quando a tampa dos porões secretos que guardam a intimidade é removida, aos poucos, vagarosamente, muitas vezes contra a vontade consciente de cada indivíduo, que a união conjugal realmente começa a se consolidar… ou não!

Intimidade conjugal é determinante para o sucesso de um casamento e vamos passear através da estrada do conhecimento para identificar pontos críticos, entender processos e encontrar possíveis caminhos que facilitem a compreensão deste aspecto relevante na felicidade do casal.

Intimidade conjugal. Por onde começa a intimidade humana:

Aprender sempre com a intimidade conjugal
Um constante aprendizado

Intimidade conjugal parte da soma da intimidade de duas pessoas, que afinal de contas são uma só carne e que resolveram estabelecer uma conexão de vida, onde a presença de um, é relevante para o outro, na perspectiva daquilo que entenderam como futuro.

Observe que estamos falando em construção.

Ao receber este conteúdo, você pode estar inserida numa realidade em que seu casamento já acontece há vários anos, onde juntos, já enfrentaram muitas transições e incertezas, e que talvez, a expressão CONSTRUÇÃO, possa parecer fora de seu contexto.

Quanto a isto, o que podemos afirmar, é que, principalmente no que envolve evolução humana, em todos os aspectos, somos seres dinâmicos, em contínua adaptação ao mundo, ao meio, à realidade.

Isto nos coloca numa situação de construção permanente, não importa nosso estágio de vida e evolução, em qualquer prisma de análise, porque certamente, amanhã, seremos diferentes do que somos hoje, progressivamente, e quanto mais distante nosso olhar se lançar para trás, mais perceberemos o quanto mudamos em consequência do tempo, dos aprendizados e descobertas.

Intimidade individual:

Intimidade conjugal
Intimidade conjugal começa em cada um

Todos somos seres essencialmente diferentes, onde nossa percepção do mundo é muito própria, definida através de nossas ferramentas de relacionamento com o que está fora de nós, basicamente, o ambiente.

O ambiente, onde está contida a nossa criação, nossas crenças, as pessoas, a cultura local, os aspectos religiosos, a filosofia de vida, a disponibilidade (ou não) do que julgamos importante, todos os elementos que nos cercam, e de uma forma ou de outra, contribuem para a definição de nossos objetivos e necessidades.

Estes objetivos e necessidades, aparecem em nossa construção numa série de formatos, desde os materiais, até os de personalidade.

Podemos desejar os elementos materiais, como um brinquedo, quando somos crianças, ou um carro, quando somos adultos, mas invariavelmente, estes desejos são construídos a partir de necessidades íntimas de personalidade.

É por isto que surgem sensações como ansiedades, medos, adoração e repelência, dentre tantos outros componentes psicológicos que determinam nosso conjunto humano, que constroem o que realmente somos.

Neste ponto, o que entendemos sobre o que somos, se mistura de uma maneira muito complexa, difícil de desvendar e compreender, pois não dominamos a compreensão total sobre os aspectos da vida.

Muito a nosso respeito, pode ser percebido pelo mundo através da forma como nos comportamos, o valor que damos às coisas, às pessoas, aos sentimentos.

Incluindo nossa postura ética e moral, todos são componentes que deixam perceber uma parte relevante do que está contido em nossa parte mais profunda, e na maioria das vezes, pelo menos a parte mais superficial, está naturalmente exposta, independente de nossa vontade de mostrar ou não, pois quando percebemos, pronto, já nos avançamos sobre o buffet, demonstrando nosso egoísmo, demonstrando nosso tipo de preferência romântica….

Somos livros abertos perambulando por aí, e muitas vezes, damos mais informações que o mundo precisa, enquanto omitimos (naturalmente), muito do que, em determinadas situações, deveria ser exposto.

Um destes momentos de omissão, é exatamente, o casamento, mas vamos avançar sobre o tema depois.

No fundo de nossa mente, guardamos nossos registros psicológicos, resultantes do conjunto de nossa composição enquanto seres racionais.

Vamos depositando nossas experiências, preferências, limitações e uma série de outros componentes de nosso perfil, em armários internos, profundos, que guardam a essência de quem somos.

O exemplo do armário é bem pertinente, pois imagine a situação real, de que no sótão, ou no porão, você tenha um imenso armário, cheio de compartimentos, e lá, você coloque diversos objetos, de todas as procedências e utilizações, tudo meio misturado, apenas jogando lá dentro.

Depois de um tempo, provavelmente você se lembrará de ter jogado no armário os objetos que lhe são mais importantes, ou marcantes, ou sensíveis, ou vitais.

A maioria dos objetos jogados neste armário, você não lembra, a menos que esbarre neles inadvertidamente, enquanto manuseia o conteúdo do armário por outro objetivo.

Na sua mente o processo é o mesmo.

Seu armário interno está cheio de “guardados” que você não lembra, a menos que, por algum motivo, venham à tona, como um determinado medo, uma tristeza, uma alegria, um desejo ou uma repelência, por exemplo.

O que é interessante (e importante) nesta análise, é que este armário determina quem você é, como é sua personalidade, como você age e reage nas distintas situações da vida.

O conjunto deste armário é que define suas preferências, dá origem ao seu comportamento e constrói a pessoa em que você se transformou.

Este armário, guarda a sua intimidade.

Abrindo o armário para o seu companheiro:

O armário da intimidade conjugal
Quando a intimidade se abre

Intimidade conjugal é a soma dos conteúdos de 2 armários, abençoados por Deus no ato do casamento e que até aquela união, eram independentes.

A construção da intimidade conjugal é exatamente isto, abastecer um armário vazio, que guardará as intimidades dos dois, juntas e em convivência, e que será preenchido com os elementos que saem do armário íntimo de cada um.

Este processo, envolve, necessariamente, a disposição de abrir o seu armário, expor o conteúdo de sua intimidade para o outro, algo que não costuma ser tão simples assim.

O primeiro passo é reconhecer o seu próprio conteúdo:

Onde começa a intimidade
Entender seus próprios conteúdos

Não é fácil, acredite, pois nesta história de abrir e misturar armários secretos, não sabemos direito como lidar.

O exemplo físico, real, também serve direitinho na analogia psicológica.

Imagine você, na condição de ainda menina, com seu armário, sem importar o nível de organização ou beleza, leva alguém pela primeira vez ao seu quarto, e em determinado momento, fica numa situação de abrir seu armário para pegar algo, e ele está ali.

Imagine sua insegurança, sabendo que está expondo algo que fala tão intimamente de você.

Ali está sua gaveta de calcinhas, seus sutiãs, sua roupa de dormir, provavelmente, alguns remédios, documentos, cartas, enfim, elementos que, muitas vezes, nem seus pais, ou pessoas de sua família, têm conhecimento e sequer imaginam.

Observe que nem estamos fazendo referência ao aspecto visual, de organização, elementos que dão muito a entender a respeito da pessoa que administra aquele espaço.

Consegue imaginar o impacto de intimidação que isto pode provocar em você?

É a legítima “saia justa!”

Com o tempo que esta pessoa frequenta sua casa, você vai se acostumando mais com a ideia de que ele tenha algum acesso ao seu armário, quebrando as barreiras iniciais.

Muito disto acontece, porque por prevenção, você já criou espaços mais secretos ainda dentro do móvel, nas profundezas mais escondidas de seu interior, onde estão guardados os elementos que mais te constrangem, seja qual for o motivo, e isto te dá uma melhor tranquilidade, já que um dos constrangimentos maiores, é ter que chegar ao ponto de dizer algo como “não quero que abra esta gaveta”, sem querer dar explicações do motivo.

Isto, no mínimo, planta uma semente de dúvida e curiosidade no outro, que mesmo que não demonstre, faz daquele compartimento, um alvo, e você sabe disto, o que cria a expectativa de que, em algum momento, terá que enfrentar este monstro.

Conhecer o conteúdo do próprio armário:

A soma de nossos conteúdos
O que realmente temos por dentro

Intimidade conjugal requer a união dos conteúdos e a composição do conjunto de forma ordenada, pois aquele conteúdo já não é totalmente exclusivo, e no mínimo, para que um possa posicionar seus conteúdos, precisa ter acesso ao interior onde estarão os conteúdos do outro.

Fica evidente que, numa composição de conteúdo de 2 indivíduos diferentes, independentes e que construíram sua intimidade através de um tempo em que sequer sonhavam da existência do outro, o primeiro passo indispensável, é conhecer o seu próprio e íntimo conteúdo.

O casamento, desde o início da relação, é um período em que você será forçada a rever seus conteúdos, o que você gosta, suas preferências, seus desgostos, o que você topa e o que você não topa, mas calma, não é tão simples assim…

Não estamos nos referindo ao trivial, se você prefere doce ou salgado, frio ou calor, estas coisas cotidianas e frugais.

Estamos nos referindo à intimidade mais profunda, aquela dos compartimentos mais secretos de seu armário, pois mesmo que você passe o casamento inteiro sem precisar revela-las, será preciso uma profunda revisão, para entende-las, até para poder escondê-las, guarda-las, ou mantê-las como estão: secretas.

Os níveis de intimidade e a própria profundidade desta relação, são determinados por diversos fatores, onde estão envolvidos ingredientes como confiança, maturidade, convivência, dentre tantos outros que acabam permitindo o acesso de um, aos conteúdos profundos do outro.

Conhecer o seu próprio conteúdo é o primeiro passo para entender quantos destes componentes secretos de sua construção íntima, estão prontos para serem compartilhados, tanto para que você trabalhe a preparação para um compartilhamento no momento adequado, quanto para determinar o que ainda deve ser contido em sigilo total, por pertencer exclusivamente a você.

Intimidade conjugal. A sexualidade e seu compartimento especial:

A intimidade e as profundezas do nosso armário
Onde nossa intimidade se esconde

Intimidade conjugal é a consolidação mais profunda do casamento, pois ela cria os parâmetros da intimidade compartilhada, aquela que vai ficando escancarada para o outro, de forma que se estabeleça a confiança e a realização conjugal.

O objetivo primitivo era a reprodução, a construção da família veio como consequência e a evolução social estabeleceu os laços que foram evoluindo e chegamos à realidade atual, que nunca para de evoluir.

A sexualidade humana sempre esteve presente como ferramenta de proliferação e manutenção da espécie, mas o desconhecimento geral sobre praticamente tudo, interferiu firmemente na compreensão do elemento sexual como peça social.

Paradigmas, tabus, preconceitos, limitações de todos os tipos, foram fazendo da sexualidade um elemento que, embora vital, natural a todos, fosse tratado com um olhar proibitivo, causando muitos dos problemas de má resolução sexual que trazem seus reflexos até os dias atuais.

Reflexo disto, a sexualidade, sobretudo da mulher, foi jogada na parte mais obscura, da mais escondida das gavetas, que abrigam os temas mais protegidos, dentro do armário da intimidade humana.

É genético, hereditário e antropológico o limite social imposto aos temas afetos à sexualidade, e não poderia e nem deveria ser diferente.

A sexualidade SIM, precisa ser protegida e cuidada, pois tem impacto relevante em todos os aspectos de nossa vida, inclusive nossa saúde mental.

Quando casamos:

Começando a intimidade conjugal pelo princípio

Intimidade conjugal, como o próprio nome diz, é aquela que se constrói com a pessoa com quem escolhemos passar o resto de nossas vidas.

Estamos falando, portanto, de CONSTRUÇÃO, onde o termo adequado sequer é reconstrução, pois com esta pessoa, nunca construímos nada e estamos partindo para algo que é, em essência, completamente novo.

Em teoria, e até em boa parte da prática, isto é uma oportunidade e assim deve ser tratado.

Estamos construindo algo a partir de conhecimentos e experiências, que já vivenciamos, ou no mínimo, tivemos acesso à informação, através do conhecimento estabelecido através de toda a evolução.

Um simples mergulho na internet, nos dias de hoje, como nos nossos canais de relacionamento e interatividade, como nosso site, nosso blog, nossa loja e nossas redes sociais, permite acesso à grande quantidade de conteúdos nobres, de valor, informação de qualidade, que por mais despreparada e desinformada que seja a pessoa, é possível conhecer as linhas gerais envolvidas nos relacionamentos e na intimidade conjugal.

Obviamente isto torna tudo muito mais fácil que em tempos passados, onde além de não se saber quase nada, ou muito pouco, sobre sexualidade, o pouco que se sabia (ou se achava que sabia como verdadeiro), ainda fazia parte de um conjunto de assuntos proibidos, envoltos em tabus, preconceitos e discriminação.

O casamento como marco de união estável contínua e permanente:

A descoberta
Descobrindo um ao outro

Intimidade conjugal está inserida num contexto onde 2 pessoas definem que seguirão juntas na caminhada da vida, afinal a bíblia já diz: “Melhor é serem dois do que um… (Eclesiastes 4:9,10)

O princípio, portanto, está estabelecido, onde os 2 indivíduos determinaram que sabem que um casamento é uma caminhada desconhecida, como a própria vida, onde tudo acontece a partir de uma relação entre PRINCÍPIOS e ADAPTAÇÃO.

Os PRINCÍPIOS são a nossa constituição ética e moral, que nos definem como pessoas, como entes de uma sociedade, nossa postura diante das situações da vida, nosso comportamento, atitudes e posicionamentos.

A ADAPTAÇÃO, é a moldagem de nossas perspectivas sobre a vida, na medida em que vamos nos deparando com novos aprendizados e conceitos, desde que não interfiram em nossos PRINCÍPIOS.

Trazemos para nosso casamento, aquilo que somos como pessoas, e a maioria destes traços, foram desenhados e consolidados, de forma independente do nosso cônjuge, pois se estabeleceram muito antes até de conhecermos este outro indivíduo.

Em outras palavras, construímos nossa essência e conteúdo, muito antes de conhecer nossa cara metade, o que torna verdadeira a afirmação de que construímos a nós mesmos, muito antes daquela nova construção que se apresenta.

Não é possível embarcar num casamento e deixar a maior parte de nós, a mais essencial, do lado de fora.

É preciso, portanto, ter a consciência de que teremos que arrumar algum lugar no novo armário da intimidade conjugal, para as nossas próprias intimidades.

A transferência de nossa intimidade individual para o armário da intimidade conjugal:

As ilhas
Onde as duas ilhas se encontram

Transferir os elementos de nossa intimidade individual para os compartimentos do novo armário que estamos construindo, pode ser um processo mais delicado para uns do que outros, mas é complexo para todo mundo.

A maior parte dos problemas está relacionada aos tabus e paradigmas envolvendo o tema, algo sobre o qual não temos muita influência e poder.

Onde realmente podemos interferir e promover alguma ação prática, é a parte de entender, reconhecer e saber trabalhar com os nossos aspectos de intimidade privada, particular, aquela que só diz respeito a nós, às nossas profundezas.

Voltando ao nosso exemplo escolhido, imagine que você tenha que guardar suas intimidades no armário onde seu cônjuge terá acesso.

Imagine que não há como fazer isto, sem que ele tenha acesso a todas estas peças que constroem sua intimidade.

Imagine que você está abrindo sua gaveta das intimidades pessoais, e derramando seu conteúdo sobre a cama, de forma a reorganizar estas peças no seu novo espaço, no novo armário, da intimidade conjugal.

Por lógica pura, não há como discordar que é muito melhor saber, entender, conhecer e poder explicar, sobre todo o conteúdo que aparecer em cima a cama, bem antes, do que expor elementos que serão surpresa tanto para você quanto para ele.

Ao conhecer o conteúdo, você tem condições de trabalhar certos elementos, de forma a poder agir com naturalidade, até para preservar o que você acredita que seja só seu, sem criar o clima de estar escondendo algo, e transformando esta situação num alvo.

Entender sua própria intimidade, portanto, é algo que deve ser conquistado, e para isto, quanto antes você se dispuser a revisar todos os aspectos ligados à sua intimidade, mais cedo você estará preparada para organizar a gaveta conjunta, quando o momento chegar.

A maior parte das pessoas não confronta suas limitações e questões íntimas:

O autoconhecimento e a intimidade conjugal
A iniciativa de entender a si mesmo

Intimidade em geral, é um assunto complexo de abordar, mesmo sozinhos, mesmo para nós mesmos.

Muitas vezes, possuímos problemas, limitações, situações delicadas envolvendo nossa intimidade, que sequer conhecemos, que não temos controle, até por desconhecermos claramente a situação.

Sabemos, portanto, que teremos que levar estas questões conosco, por longo tempo ainda, e possivelmente, elas não estarão compreendidas e resolvidas quando a hora da transição chegar.

De qualquer forma, saber que estas limitações existem e que precisamos enfrenta-las, já é um primeiro e mais importante passo para chegarmos à solução, mesmo que a solução seja intangível da posição onde nos encontramos.

Reconhecer o que nos traz desconforto, tentar encontrar as origens e buscar as formas de solucionar o problema, é o caminho objetivo para ter uma intimidade pessoal fluida e bem resolvida, fazendo com que o caminho para a construção de uma intimidade conjugal no mesmo patamar, seja muito mais facilitado.

Dogmas, restrições, aceitação, negação, falta de capacidade de experimentar o novo, limitações comportamentais, medos, ausências, sentimentos e desejos reprimidos, frustrações, estes e mais uma série de outros problemas, de certa forma normais, envolvendo a intimidade, a sexualidade, precisam ser trabalhados, desde a origem, o que não é exatamente fácil, mas também não deixa de ser necessário. Busque um profissional para te ajudar.

Onde o casamento se transforma na porta de solução para o problema:

A porta
Por onde entra a intimidade

Você tem toda a razão ao questionar como resolver algo que você nem entende direito sozinha, que não gosta nem de pensar sozinha a respeito, que dirá perguntar para alguém, buscar ajuda ou tratamento, pois não se vê falando desta profundidade com ninguém.

É absolutamente normal, pois estamos falando de algo que, em algum nível, é complicado para todo mundo, uns mais, outros menos.

É neste ponto que o casamento se transforma numa excelente oportunidade, a mais indicada, para que estas situações sejam descobertas e trabalhadas em conjunto.

Quem mais poderia ser a pessoa indicada para falar de um tema relacionado ao seu perfil mais íntimo, que seu cônjuge?

Por isto, entender a maior parte de seu problema, buscando canais confiáveis de informação, avaliar com equilíbrio todas as variáveis, de forma a compreender o que você sabe e o que precisa saber, para chegar no casamento, com o melhor nível de preparação possível.

O que faltar, pelo menos você saberá, e ficará mais fácil de lidar diante de seu marido, sem criar aquelas situações de simplesmente não querer falar sobre o assunto, fazendo dele, um alvo.

O casamento, passa a ser o caminho correto para trabalharem juntos estas questões mais íntimas.

Não significa que você terá que abrir mão dos temas mais arraigados e delicados para você, pois como falamos, você sempre terá suas gavetas próprias dentro do armário da intimidade conjugal.

A diferença, é que você poderá agir com transparência, mostrando para seu esposo, que elas estão ali, que existem, que guardam alguns elementos relevantes para sua integridade pessoal, e que precisam de cuidado e respeito.

Tudo isto, ao mesmo tempo em que vocês estabelecem uma conduta de relações com base na transparência, em que tudo é francamente discutido, até os limites, de forma que se estabeleça a verdadeira parceria, onde um será apoio ao outro, em todos os aspectos, principalmente, nos mais delicados e complexos, onde se encontra a intimidade conjugal.

É o casamento a ferramenta de troca de percepções, de experimentações, de aprendizado e de evolução, afinal o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.” (1 Coríntios 13:4)

É esta trajetória, de enfrentar as incertezas, de compartilhar conhecimentos, de ter confiança e estabilidade, a ponto de abrir gavetas secretas temerárias, que faz do casamento o ambiente perfeito para construir, também a intimidade conjugal perfeita, mexendo no que for possível, nos aspectos íntimos particulares de cada um, sem preconceitos, com compreensão e confiança, efetivamente, se ajudando.

6 dicas para construir a intimidade conjugal adequada:

Estruturando
Estruturando a intimidade conjugal

Intimidade conjugal é tema complexo, já mencionamos isto, mas sempre é bom reforçar, e com esta característica, ter alguns entendimentos prévios sobre o tema, é algo importante.

Resolvemos apresentar algumas perspectivas para ajudar a entender o que é necessário para construir uma intimidade conjugal que seja realizadora, positiva e sirva de base de consolidação de um casamento feliz…

1 - Confiança e intimidade conjugal:

Confiança não pode faltar

A confiança é a essência das relações, mas embora isto seja inquestionável e 100% das pessoas concordem, confiança não é algo que se decida e pronto, estará disponível.

Confiança não se exige, se adquire.

Confiança é algo construído com o tempo, com a soma dos comportamentos e atitudes e, embora seja muito poderosa, é absolutamente frágil.

O casamento, como qualquer relação humana, está embasado na confiança, mas numa união matrimonial, muito mais profunda que qualquer outro tipo de relacionamento, a confiança é muito mais exigida, pois são 2 vidas que se entrelaçam e usufruem de muitos aspectos particulares, que se misturam diretamente na vida, um do outro.

Para que a porta do armário da intimidade conjugal esteja sempre aberta, e que um mergulho mais profundo nas gavetas particulares de ambos, seja possível, a confiança é o primeiro e mais decisivo dos ingredientes desta receita.

2 - Compreensão e intimidade conjugal:

Disposição para entender

Intimidade conjugal também se constrói com compreensão, pois muitas vezes, certas barreiras que um dos indivíduos possui, podem parecer mínimas, até ridículas, sob o ponto de vista da outra pessoa.

Compreender que são seres diferentes procurando construir a harmonia e descobrindo juntos, os obstáculos de tal construção, é importante para que as possibilidades de solução de dificuldades se apresentem e sejam postas em prática.

3 - Respeito e intimidade conjugal:

Respeitar pessoas e sonhos

Não importa o grau de ligação entre as pessoas, pois o relevante é que exista a compreensão de que toda a relação precisa de respeito entre os envolvidos.

Com o casamento, isto não é diferente.

O respeito é a consideração suprema de um, sobre a realidade do outro.

Compreender as situações, as dificuldades, as limitações, é envergar o projeto de crescimento da pessoa amada, como se fosse seu.

4 - Sensibilidade e intimidade conjugal:

Sensibilidade
A leveza e sutileza da sensibilidade

A construção da intimidade conjugal, como de qualquer outro aspecto do casamento, requer sensibilidade, pois estaremos lidando com particularidades profundas da outra pessoa, não por acaso, a pessoa que amamos e escolhemos ficar.

Imagine alguém ter uma dificuldade representativa em lidar com determinada questão, que impede que ela experimente algo trivial da sexualidade, e ao manifestar seu desconforto, seja tratada como uma piada, ou uma indiferença, como se aquilo não fosse importante.

Provavelmente ali se formará um bloqueio poderoso, difícil de romper e fonte de frustração quase que irrecuperável, ampliando o espectro do problema.

Entender que cada mínima manifestação da outra parte, pode ter sido resultado de um esforço tremendo, de uma luta titânica contra os monstros internos daquele indivíduo que você afirma amar, e tratar tudo com o interesse e a dedicação merecida, é fundamental não apenas para abrir portas, mas para mantê-las abertas, pois este é o único caminho de evolução da intimidade conjugal.

Falta de sensibilidade, é um veneno e dependendo da dose, pode matar qualquer relação.

5 - Empatia e intimidade conjugal:

Empatia
Se colocar no lugar do outro

Empatia é a habilidade tão importante de conseguir se colocar no lugar do outro, de entender suas limitações, suas dificuldades, de perceber que cada um pensa com sua cabeça, seus princípios, sua forma de ver o mundo.

Olhar com os olhos dos outros.

Pensar com o pensamento dos outros.

A empatia é fundamental em qualquer tipo de relação, e no casamento é muito mais necessária, pois você conviverá com outro indivíduo, dentro do mesmo universo pessoal, trocando profundas intimidades, em todos os sentidos, e saber como a pessoa recebe os impactos da vida, é básico para manter o nível qualificado do casamento.

6 - Atitude positiva e intimidade conjugal:

Positivo
Se posicionar para fazer acontecer

Ter atitude positiva diante da vida é outro componente fundamental em todas as circunstâncias, mas quando o tema é casamento, e mais ainda, quando o assunto envolve intimidade conjugal, abrir gavetas secretas, trocar confidências, mergulhar em universos desconhecidos, ter uma atitude positiva, de que aquilo vai se resolver da melhor maneira, é básico para o sucesso do desafio.

Intimidade conjugal. A mola mestre da consolidação do casamento feliz:

Casamento feliz
Intimidade conjugal é um dos pilares da felicidade no casamento

Intimidade conjugal precisa estar bem resolvida, em plenitude e com a complementação das ansiedades, das expectativas e dos desejos do casal.

Intimidade conjugal não é só o sexo pelo sexo, o ato físico em si (que também é importante), mas todo o desenrolar dos caminhos que levaram até lá, a construção do clima, que acontece muito antes do ato, nos gestos, nas palavras, nas demonstrações de afeto, carinho e interesse.

É quando nos sentimos importantes que criamos a sensação de valor pessoal.

Se amamos alguém e não percebemos as demonstrações tão necessárias de reciprocidade, a insegurança toma conta, a ansiedade vem logo a seguir, o controle fica mais difícil e isto se reflete em comportamentos destrutivos, que só aumentam, conforme a situação se repete e não se resolve.

O que era para ser encontro e compartilhamento, se transforma em desencontro e conflito.

A intimidade conjugal também é termômetro, pois normalmente, quando algo não vai bem na intimidade do casal, é reflexo de que algo também está errado no restante do conjunto da relação, mas não é só isso, pois se a relação está perfeita, e algo acontece de errado na intimidade conjugal, a tendência é de que os problemas surjam na superfície do casamento.

A intimidade conjugal é, portanto, ao mesmo tempo que remédio, veneno, dependendo da dose e da forma de aplicação.

A intimidade conjugal foi criada por Deus, diferentemente do que muitos pregam por ai: Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela” (Provérbios 5:18,19 BNVI).

Os casais precisam saber que o segredo para alcançar a plenitude do prazer no ato conjugal é compreendendo a sexualidade como uma importante porta para o coração de Deus.

A intimidade conjugal é a consumação do casamento, não apenas pelo ato, mas pela profundidade íntima, onde tudo relacionado à intimidade entre 2 pessoas representa.

Chegar a uma relação sexual é muito mais simples do que chegar à intimidade conjugal.

Provocar e consumar o ato sexual não requer nem mesmo raciocínio, pois os animais irracionais o fazem a cada oportunidade.

A intimidade conjugal é muito mais relevante e envolve muito mais elementos do que deitar numa cama, a dois e realizar um coito primitivo e animalesco.

Intimidade conjugal é construída a partir do conhecimento aprofundado que se vai elaborando sobre a outra parte, primeiro a partir da confiança que abre as portas para o avanço às áreas mais profundas, um do outro.

A intimidade conjugal avança a partir de um bom nível de compreensão da outra pessoa, seu jeito, sua forma de ver a vida, entendendo, sobretudo, os seus limites.

A intimidade conjugal requer o respeito, como componente da compreensão, e de todo o resto, porque é preciso respeitar o outro indivíduo, na forma e plenitude de sua existência, ainda mais como cara metade de nossa vida.

A intimidade conjugal cobra sensibilidade, para notar as nuanças particulares, as dificuldades e a forma como a vida impacta, de maneira diferente, cada um.

A intimidade conjugal depende de empatia, de conseguir enxergar a vida através da perspectiva da outra pessoa, de forma a entender sua situação diante do mundo, da existência e do casamento.

A intimidade conjugal não acontece se não houver uma atitude positiva dos envolvidos, que se posicionem de forma afirmativa diante da vida e tenham a capacidade de enfrentar, juntos, os desafios que a vida inteira oferece, e superar os obstáculos, fazendo deles, elementos de aprendizado e melhoria contínua.

O futuro é uma construção que acontece no presente, e este, por sua vez, muda o tempo todo, por isto a vida é maravilhosa, pela dinâmica que proporciona a oportunidade de novas construções, o tempo todo, com novos recomeços, a partir do novo conhecimento.

Nós da Entre Lençóis, nos preocupamos em construir conteúdos como este, de valor, que certamente não são tão profundos como talvez pudessem ser, mas que apontam uma direção segura e confiável, para que você consiga se posicionar, ter o insight necessário para encontrar os caminhos adequados que vão melhorar sua compreensão sobre a vida.

A intimidade conjugal é um tema delicado, mas tudo na vida precisa ser compreendido e enfrentado, e o conhecimento verdadeiro, sem barreiras, encarado de frente, é o único caminho de chegar à tão desejada evolução e, por consequência, à felicidade.

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